sexta-feira, 6 de abril de 2012

MUDAR DE CASA EM 2013 JÁ OBRIGA A ESCOLHER FORNECEDOR DE LUZ

Quem mudar de casa e quiser alterar o contrato da conta da luz terá de escolher o fornecedor no mercado liberalizado.


Quem mudar de casa a partir do próximo ano e quiser alterar o contrato da conta da luz terá já de escolher o fornecedor de energia eléctrica.

Esta imposição resulta do novo diploma que determina o fim das tarifas reguladas de electricidade e fixa as regras de transição para o mercado liberalizado. As tarifas reguladas de venda de electricidade são extintas a 1 de Janeiro de 2013, para os clientes com potência contratada inferior a 10,35 kVA, ou seja, para a grande maioria dos clientes domésticos. Já a partir de 1 de Julho de 2012 terminam as tarifas reguladas para os clientes com potência contratada superior ou igual a 10,35 kVA, isto é, para pequenos comerciantes e moradores de vivendas. A partir destas datas "os novos contratos de venda de electricidade a clientes finais são obrigatoriamente celebrados em regime de preços livres", refere o diploma publicado segunda-feira em Diário da República. Assim, quem comprar casa ou arrendar uma - e mudar o contrato de fornecimento da energia eléctrica - será obrigado a escolher o fornecedor de luz já a partir de 1 de Janeiro do próximo ano. Os clientes podem escolher entre a EDP, a EGL, Endesa, Galp, Iberdrola e GasNatural Fenosa. Até ao final deste ano só entra no mercado liberalizado quem quer. A maioria dos consumidores domésticos está no mercado regulado e, por isso, recebe energia eléctrica em casa através da EDP.

A transição do mercado regulado para o liberalizado vai ser feita até 2015. A partir de 2016 todos os consumidores terão de escolher o seu fornecedor de energia eléctrica. Esta é uma das imposições da ‘troika'.

fonte: económico 

LUÍS LIMA: " AS CASAS TÊM, NA MAIORIA DOS CASOS, UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE. AS PESSOAS NEM SEMPRE.

As casas, o património construído, têm quase sempre uma segunda, às vezes, uma terceira e até uma quarta oportunidade. As pessoas, infelizmente, nem sempre. Muitos dos sete mil imóveis que já foram entregues este ano aos bancos em dação, em especial os que foram entregues por famílias são testemunhos vivos daquela realidade.


Estas casas vão ter uma nova oportunidade mas as pessoas que tiveram de se desfazer desse património poderão ter outra sorte, não sendo também garantido que aqueles que possam vir a beneficiar imediatamente desta desgraça sintam que o futuro lhes sorrirá como aparentemente parecer sorrir.

A tentação de voltar a colocar no mercado tais imóveis a preços mais do que competitivos é muito forte. Num contexto de dificuldades generalizadas, um preço verdadeiramente irrecusável pode fazer milagres na eliminação de ativos indesejáveis, mas a desregulação que tal pode causar nos mercados é uma potencial bola de neve de consequências inimagináveis a prazo.

As soluções mais tentadoras, para a recolocação dos imóveis devolvidos em dações, acabam por gerar mais e mais dações, não apenas por parte das famílias mas também por parte dos promotores imobiliários sem condições para concorrer com os preços das recolocações milagrosas de imóveis. É, potencialmente, um ciclo vicioso perigoso para a Economia no seu todo.

Felizmente, há já instituições financeiras que estão a encontrar outras soluções mais “sustentáveis” para a nossa própria Economia, cuja recuperação passa pela dinamização do setor da Construção e do Imobiliário e não pelo aniquilamento deste mesmo setor a reboque de opções que podem acabar por desvalorizar o património de quase 80% das famílias portuguesas e, na consequência, contribuir para o fim da classe média.

As casas, como se depreende, têm, quase sempre, uma segunda oportunidade. As pessoas nem sempre e com elas os próprios países. O conforto mais resguardado pelos portugueses, em especial pela geração que nas últimas décadas foi consolidando um estatuto de classe média (indispensável ao mercado interno), também pelo acesso, incentivadíssimo, à posse da casa onde vivem, esse conforto é precisamente a casa de família.

A solução escolhida por algumas instituições – que aplaudo e classifico de lúcida – em colocar os imóveis retornados não no mercado de compra e venda mas no mercado de arrendamento, eventualmente, com opção privilegiada de arrendamento para quem não conseguiu manter os encargos do empréstimo, é seguramente melhor para toda a gente.

Esta reflexão é urgente para o nosso próprio futuro enquanto Estado soberano. E um Estado, como sabemos, é um território, onde se fala uma língua comum e uma população.

Luís Lima
Presidente da APEMIP

fonte: público

sábado, 31 de março de 2012

MELOM GANHA 323 OBRAS E FATURA 1.2 MILHÕES DE EUROS

A empresa portuguesa especializada em obras e remodelações domésticas MELOM celebra este mês o seu primeiro aniversário apresentando resultados que ascendem aos 1.2 milhões de Euros de faturação e a 323 obras adjudicadas ao longo dos primeiros 12 meses de operação.

Em apenas um ano de atividade, a MELOM expandiu a sua presença a todo o território de Portugal continental totalizando 60 contratos de franchising, o que corresponde à criação de cerca de 350 postos de trabalho diretos e indiretos.

Num ano particularmente difícil para o setor do imobiliário e da construção civil, a MELOM contrariou a tendência do mercado e conseguiu afirmar-se através da expansão e do crescimento. “Olhámos para a atual conjuntura económica como uma oportunidade de negócio.
Na MELOM sabemos que, por haver maior dificuldade no acesso ao crédito, tanto as famílias como as empresas têm que permanecer por mais tempo nas suas casas e instalações. Isso implica a necessidade de realização de obras e de remodelações para garantir o conforto e também para valorizar o imóvel, caso o pretendam vender. Face a esta realidade, surgimos com uma solução inovadora que integra todos os serviços de obras num único contato e que se distingue pelo elevado profissionalismo e pelo rigoroso serviço ao cliente”, comenta João Carvalho, diretor-geral da MELOM.

Para 2012, a MELOM antecipa a continuação de bons resultados, prevendo chegar ao final deste ano com 100 unidades abertas e uma faturação de 7.5 milhões de Euros.
Para auxiliar no cumprimento destas metas operacionais, a MELOM conta já com várias parcerias, com destaque para a loja de materiais de construção e bricolage Leroy Merlin que, desde fevereiro de 2012, elege a MELOM como a sua “instaladora oficial”.

Facilitar o contacto com os clientes e tornar o processo de orçamentação e execução de obras mais rápido e transparente são também valores diferenciadores da MELOM que, para o efeito, mantém vários canais de contacto interativos sempre disponíveis – call center, site e redes sociais.

Fonte: Melom

sábado, 17 de março de 2012

LUÍS LIMA: "AUMENTO DO IMI É MAIS AUSTERIDADE"

As cartas das finanças, aqueles A4 dobrados em três que se abrem de lado, pelo picotado, e, em muitos casos, dividem o montante do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em duas prestações, a primeira para pagar em Abril e a segunda em Setembro, estão a chegar a casa dos proprietários nestes dias de Março. Salvam-se, por pouco tempo, os poucos que ainda estão isentos.

Já se sabe que as taxas do IMI vão subir (mais uma vez para valores superiores aos que estavam acordados com a Troika), com o Governo a aumentar antes de estar concluído o processo de reavaliação de todos os imóveis, que terminará em 2013, o que faz com que o Estado ganhe um ano extra nesta medida extra de austeridade. Não vale a pena negar, o aumento do IMI é mais austeridade sobre o pais.

Os anunciados limites máximos de aumento do imposto, por um período de transição de três anos, são paliativos que não se aplicam aos investidores no mercado imobiliário para o arrendamento urbano (é desejável que estes investidores o sejam durante mais de três anos), e não impedem, principalmente no que se refere às famílias mas também aos investidores, que os aumentos sejam uma nova medida de austeridade.

Num país que incentivou as famílias a adquirir casa própria, num processo que cativou mais de 75% das famílias, o valor do IMI das casas destinadas a habitação dos respectivos proprietários devia ser simbólico e muito diferente do IMI para segundas habitações e para investimento, sendo que nestes casos o exagero fiscal pode ser muito desastroso para a Economia e deverá ser sempre ponderado e evitado.

Luís Lima
Presidente da APEMIP

fonte: jornal i

quinta-feira, 1 de março de 2012

DONOS DE IMÓVEIS AVALIADOS ENTRE 2003 E 2005 PODEM SER PREJUDICADOS NO IMI

Os proprietários dos imóveis avaliados em 2003, 2004 e 2005 poderão ser prejudicados em termos de IMI em relação aos que estão a ser avaliados este ano, alerta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos(STI), Paulo Ralha. 

"Muitos proprietários, cuja casa foi avaliada no período 2003, 2004 e 2005, se pedirem agora uma segunda avaliação, podem ficar a ganhar e pagar menos de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)", afirmou aquele dirigente sindical em declarações à Lusa.

Paulo Ralha salientou que as regras que definem o valor patrimonial dos imóveis, para aplicação de IMI, foram criadas com o objectivo de se conseguir que os valores patrimoniais das avaliações tivessem um valor equivalente ao valor real das casas.

"Mas as regras foram implementadas numa altura em que o mercado imobiliário dava sinais de ruptura e o preço dos imóveis estava em queda. Quando o mercado imobiliário começou a cair, as casas ficaram avaliadas acima do seu valor de mercado", explicou o presidente do STI.

"Há pessoas que têm conhecimento das alterações das regras de avaliação dos imóveis e estão a pedir segundas avaliações. Mas não serão muitas pessoas, apenas números residuais face ao universo. Provavelmente por falta de informação das vantagens de uma segunda avaliação", disse.

Paulo Ralha não recomenda segundas avaliações a todos os proprietários cujos imóveis foram avaliados entre 2003 e 2005, ressalvando que tem de ser feita uma análise caso a caso.

Para pedir uma segunda reavaliação do valor patrimonial dos imóveis basta dirigir-se a uma repartição de finanças e pedir o formulário.

fonte: jn

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

RE/MAX CONSOLIDA LIDERANÇA COM CERCA DE 30 MIL TRANSACÇÕES EM 2011

A RE/MAX Portugal consolidou em 2011 a sua posição no mercado português, já que, apesar da crise, o ano passado foi o terceiro melhor ano de sempre da marca desde que opera em Portugal, há 11 anos.
No ano passado, a RE/MAX realizou 29.355 transacções imobiliárias, elevando para 87.464 o volume de transacções efectuadas nos últimos três anos.

A REMAX tem vindo a consolidar o negócio no país, assistindo-se à estabilização de número de agências (220) e de agentes (3011). Desde então, tem-se verificado uma consolidação da presença da RE/MAX no país, quer em transacções, quer em volume de negócios.

Foi em Lisboa que a rede realizou o maior número de transacções (cerca de 33% do total), seguida da zona Norte (18%) e linha de Cascais (11%). O Algarve e Alentejo representaram, conjuntamente, cerca de 11% do total de transacções.

A tipologia T2 representou cerca de 39% do total de transacções realizadas pela RE/MAX o ano passado (com um decréscimo de 1% face a 2010), seguido da T3 (30%) e T1 com 17% do total.

Pela primeira vez, o arrendamento igualou o número de vendas, tendo registado uma subida de 36% relativamente a 2010. Com a aprovação da nova Lei do Arrendamento é expectável que continue a conhecer um crescimento em 2012. O peso dos arrendamentos é mais significativo em Lisboa (58%), na linha de Cascais (57,5%) e linha de Sintra (54,5%).

Em 2012, a marca pretende focar a sua atenção no serviço ao cliente e, com isso, aumentar a quota de mercado, dos actuais 20% para 40% até 2014, aumentando a oferta e a variedade de serviços disponíveis.

Fonte: Re/Max

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

EM PORTUGAL NÃO HÁ BOLHA

A recorrente expressão bolha imobiliária pode ter as costas largas mas não deve servir para caracterizar as situações que resultam da dificuldade que existe actualmente em fazer encontrar a oferta com a procura, num quadro de escassez de crédito e de crescentes dificuldades no respectivo acesso.

Toda a gente reconhece que, em Portugal, os preços das casas não estão realmente inflacionados (uma das principais características de uma bolha imobiliária),e que existem, claramente identificados, interessados para uma grande parte da oferta imobiliária existente no nosso país.

O que acontece é que, uma fatia significativa desses mesmos interessados precisa de recorrer ao crédito e tem, no actual momento, grande dificuldade em obtê-lo, enquanto outros retardam a decisão de investir neste sector, até espreitando a possibilidade de uma quebra de preços que, a acontecer, seria desadequada.

Em Portugal não existem cidades fantasma, prontas a receber habitantes, construídas com base em pretextos bem pouco consistentes, como uma simples existência, no local da construção, de uma estação de metro, realidade que, infelizmente, existe e pode ser documentada aqui bem perto de nós, em Espanha.

Algumas periferias de grandes cidades ainda com casas devolutas são situações que se resolveriam se houvesse crédito para apoiar a procura e, principalmente, se houvesse a vontade de criar condições para o investimento neste sector, a pensar nos mercados do arrendamento urbano e da reabilitação urbana.

Luís Lima
Presidente da APEMIP

fonte: diário económico